G1: As dicas do iFood e da Zetra para lançar sua startup no exterior

O portal G1 Economia publicou uma matéria destacando a participação da Zetra e do iFood no Festival BlastU 2019, que acontece em São Paulo. As duas empresas compartilharam suas estratégias de internacionalização durante o evento de empreendedorismo nesta terça-feira (13).

O presidente da Zetra, Flávio Náufel, esteve ao lado de executivos como Gustavo Mendes (iFood) e Pedro Ivo Ferraz da Silva (Embaixada do Brasil em Nova Delhi) para falar sobre como startups brasileiras podem conquistar o mundo.

Confira a matéria completa:

As dicas do iFood e da Zetra para lançar sua startup no exterior

Executivos das duas empresas compartilharam suas estratégias de internacionalização durante o BlastU, em São Paulo. Evento continua nesta quarta.

14/08/2019 08h26

Atuar em outros países pode fazer uma startup crescer, inovar, ajudar a testar novos produtos e encontrar talentos. Mas dá trabalho e demanda planejamento. É o que dizem executivos do aplicativo iFood e da fintech brasileira Zetra.

Além do Brasil, onde nasceu, o aplicativo de entrega de comida opera na Colômbia, México e Argentina. A Zetra, dona de uma plataforma que conecta instituições financeiras a empresas que querem oferecer crédito consignado aos funcionários, está presente também em Portugal, na Itália, Espanha, Índia, no Reino Unido e no México.

As duas empresas compartilharam suas estratégias de internacionalização durante o evento de empreendedorismo BlastU nesta terça-feira (13) em São Paulo. Veja alguns passos que elas seguiram para levar o negócio ao exterior:

 

1. Saiba identificar (e aproveitar) o momento certo

Foi por detectar uma enorme parcela de consumidores que ainda não usam aplicativos para pedir comida que o iFood apostou na expansão da operação no Brasil e fora do país. Segundo pesquisa compartilhada no BlastU por Gustavo Mendes, diretor financeiro da empresa, 55% da população brasileira ainda não tem o hábito de pedir delivery, e 80% dos que têm ainda pedem por telefone ou WhatsApp. “Para mim é absurdo ter que pegar no telefone para fazer um pedido. Esse mercado ainda pode crescer muito no Brasil e no mundo não é muito diferente”, afirmou.

Já a Zetra aproveitou que o empréstimo consignado (no qual as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamentos do trabalhador) estava em alta no Brasil para apresentar seu serviço a outros mercados, há cerca de três anos. “[Foi quando] o crédito consignado passou a ser a principal fonte financeira desonerada, mais barata, do Brasil. O momento era oportuno, tínhamos uma experiência bem-sucedida”, afirmou Flávio Náufel, presidente da empresa.

2. Estude bem o mercado para onde deseja ir

A expansão do iFood para Colômbia e México, há três anos, veio depois que a empresa identificou que havia espaço para fazer o delivery crescer nos dois países, segundo Mendes. “Enxergamos que seria um mercado promissor em alguns anos”, disse durante painel no BlastU. “A gente entende como esses mercados funcionam, as demandas dos consumidores são muito parecidas. O consumidor quer conveniência e opções [de pratos e restaurantes para pedir comida]”, completou.

Náufel, da Zetra, contou que o início das operações no México, há três anos, foi difícil, mesmo com muito planejamento estratégico. “Fomos lá, entendemos o mercado. Apanhamos no começo, é verdade, mas é a dor do crescimento.

3. Garanta boa infraestrutura e saiba comunicar seu produto

Para se lançar em um país onde ainda é desconhecida, uma empresa precisa “ter cuidado com a infraestrutura e tecnologia, credibilidade”, disse Náufel. E é preciso apresentar muito bem o produto ou serviço oferecido e para que ele serve. “Não adianta ir lá fora e vendermos capinha de celular se o pessoal não sabe nem que celular é esse”, disse.

4. Tenha ajuda de um parceiro relevante

E para se apresentar ao mercado estrangeiro, nada melhor do que ter a ajuda de empresas que já são conhecidas e têm a confiança do consumidor local, segundo Náufel. “O networking é muito importante porque, quando você chega lá, você é um estranho”, afirmou. Segundo ele, um bom parceiro ajuda a “legitimar” a operação no mercado internacional. “Se um desafio grande é internacionalizar, consolidar [o negócio] é ainda mais.”

5. Tenha um modelo de negócios global, mas com instrumentos adaptáveis

O serviço do iFood é o mesmo no Brasil e lá fora: conectar pessoas com fome a quem faz e quem entrega comida. Mas os contratos com os entregadores, por exemplo, nem sempre seguem o mesmo modelo – depende da legislação de cada lugar. “Tem que se readequar e se adaptar à legislação do país”, disse Mendes.

A mesma lógica vale para a Zetra. “O modelo de negócio é global, mas vamos fazendo adaptações”, afirmou Náufel. “Em cada país há uma forma de regramento, uma lei, um formato. O México, por exemplo, processa duas folhas de pagamentos no mês, bem diferente do Brasil.”

Por que ir para fora?

Além de possibilitar crescimento, expandir as operações para o exterior ajuda a inovar, segundo os executivos.

“Como a gente quer crescer 3 dígitos anualmente, temos de ter pessoas que nos ajudem a pensar diferente. E pessoas de culturas diferentes fazem isso, têm muito conhecimento pelo mundo”, disse Gustavo Mendes, do iFood.

Além disso, mercados novos são bons para testar inovações, de acordo com Mendes. “Por ser mercado de teste, ele permite testar função ou produto novo que talvez aqui, no mercado maduro, você não consiga implementar.”

O BlastU traz novas palestras e debates sobre empreendedorismo e inovação nesta quarta-feira (14). O evento ocorre no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, até as 18h,

FONTE: G1 – Clique aqui para acessar

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